sábado, 7 de setembro de 2019

FRANCISCO DE SALES TORRES HOMEM



Nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de novembro 1812, RJ, e faleceu em 3 de junho de 1876, em Paris.  Filho de Apólinário Torres Homem e der Martia Patrícia. Fez seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, matriculando-se depois na Academia Médico-Cirúrgica, por onde se formou. Não chegou, entretanto, a exercer a Medicina, atraído que foi por Evaristo da Veiga para o jornalismo e a política. Formou-se também em Direito pela Universidade de Paris (1833) e chegou a exercer o magistério de Filosofia no Rio de Janeiro (1844-55). Por ocasião da Revolução Liberal de 1842, foi preso e deportado para a Europa. De volta ao Rio de Janeiro, elegeu-se deputado à Assembleia Geral Legislativa na 6° legislatura por Minas Gerais (1845-47), sendo sucessivamente reeleito, pelo Rio de Janeiro, às 7° (1848), 10° e 11° legislaturas (1857-63). Indicado senador pelo Rio Grande do Norte, teve sua eleição anulada (1869), mas, voltando a integrar a lista tríplice no ano seguinte pela mesma província, foi afinal escolhido por D. Pedro II. Foi ministro da Fazenda dos 14° (1858-59) e 24° (1870-71) gabinete do II° Reinado e Conselheiro de Estado ordinário (1866). Exerceu, ainda, as funções de encarregado de negócios do Brasil na França (1833), diretor de rendas públicas do Tesouro no Gabinete da Conciliação (1853) e presidente do Banco do Brasil (1866). Atuou também na imprensa como colaborador, redator e fundador de jornais, sendo de destacar-se, em particular, sua atuação na Aurora Fluminense (1838-39), em O Maiorista (1840-42) e no Correio Mercantil (1853). Em 1849 lançou o mais violento de seus escritos – O Libelo do Povo - assinado sob o pseudônimo de Timandro e no qual atacou, de forma contudente, o Imperador e sua família, fato que, todavia, não o impediu, anos após, de tomar assento nos gabinetes e conselhos da Coroa, a instâncias do próprio Imperador, sempre pronto a separar a sua figura dos interesses do governo, quando assim o reclamava o bem do País. Altivo e independente, não hesitou nestas, em troca as fileiras liberais pelos hostes conservadores, quando lhe pareceu que melhor servia aos seus ideais. Da mesma forma que, nestas últimas, por ocasião da campanha do Ventre Livre (1871), foi, no dizer J. M. Macedo, “o mais eloquente e glorioso fulminador da resistência e oposição desabridas dos principais chefes do partido conservador”. Grande do Império, do Conselho do Imperador e comendador da Ordem de Cristo. Foi visconde com honras de grandeza de Inhomirim, por decreto imperial de 15/10/1872. Eleito sócio efetivo do IHGB em 18 de maio de 1839 e membro também do Instituto Histórico de França. Publicou: A Oposição e a Coroa (1848). – O Libelo do Povo (1849). – Pensamentos acerca da conciliação dos partidos: coleção de artigos publicados no Correio Mercantil (1853). – Sociedades em Comandita e bancos de circulação: discursos na câmara dos senhores deputados nas sessões de 5 e 6 de agosto de 1853 (1853). – Questões sobre imposto (1856). – Ao partido constitucional (opúsculo contendo seu trabalho intitulado “Rio de Janeiro. O Sr. Salles Torres Homem aos eleitores do 4° distrito da província do Rio de Janeiro”, datado de 25/5/1863); Elemento servil: Discurso pronunciado na sessão de 5 de setembro de 1871 (1871), além de relatórios e artigos esparsos na imprensa.
FONTE – INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRAFICO BRASILEIRO

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